Óleo sobre tela de Maria José Secca
O espírito da Velha Lisboa ainda tão presente nos seus bairros populares, onde se passeia a saudade por tascas à moda antiga, paredes meias com locais da moda.
Onde a roupa ainda se estende nos varais pra rua e as vizinhas falam de janela pra janela à distância de um grito.
Ruas de onde se vê sempre o rio e a outra margem e onde, à noite, ainda se ouve um fado vadio entre copos de tinto e conversa avulsa.
E disto eu falo por lá ter passado, ter visto, cheirado e ouvido a vida simples que escorre lenta e saborosa por entre casas que quase se tocam e onde às portas ainda se sentam as comadres a comentar os sabores e dissabores do dia a dia.
Onde a roupa ainda se estende nos varais pra rua e as vizinhas falam de janela pra janela à distância de um grito.
Ruas de onde se vê sempre o rio e a outra margem e onde, à noite, ainda se ouve um fado vadio entre copos de tinto e conversa avulsa.
E disto eu falo por lá ter passado, ter visto, cheirado e ouvido a vida simples que escorre lenta e saborosa por entre casas que quase se tocam e onde às portas ainda se sentam as comadres a comentar os sabores e dissabores do dia a dia.
























