terça-feira, 26 de outubro de 2010

PRIMEIRA BIENAL DE ARTES PLÁSTICAS DE PAÇO DE ARCOS
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OS ARTISTAS CONVIDADOS
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Todos os detalhes no blog do Paço de Artes
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Arte Gráfica de Vitor Martinez

domingo, 24 de outubro de 2010


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Não se perdem os passos se nos levam para cima
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ainda que o caminho nos esconda a subida
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Fotos Google

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

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Sempre me deixaram um nó no peito, as janelas, quando pequena me levavam em passeios pela cidade.
Passeios de domingo em ruas cheias de janelas que escondiam gente. 
Imaginava casas povoadas de tristeza ou solidão, mesmo sem saber bem o que era ser triste ou só. 
E tinha pena.
Via homens a ler, em velhos sofás, mulheres com ar de enfado e de costura no colo, crianças a brincar em silêncio sobre tapetes com muitas cores.
Quando ao fim da tarde voltava a casa eram ainda mais tristes as janelas com luzes pálidas coadas pelas cortinas. 
Imaginava que lá dentro se ouvia uma musica muito lenta que fazia ainda mais tristes as pessoas como se não soubessem o que fazer à noite que enchia de sombras as salas onde ninguém se movera.
Aconchegava-me mais à mão quente que me segurava e queria chegar depressa a casa para fugir da tristeza.
Porque era assim não sei. 
Sei da alegria, claridade e afecto que me rodeava. 
Sei da musica alegre, do cantar de manhã à noite, das brincadeiras ao fim da tarde, dos beijos furtivos que se trocavam no sofá grande da sala ao som da telefonia e que fingia não ver, porque as meninas não podiam saber do amor dos pais.
Hoje ainda as janelas me parecem tristes. 
Ainda as cortinas me parece esconderem sombras de gente triste e só.
Ainda quero voltar para casa depressa quando a noite cai.
Mas aprendi a não olhar as janelas e a gostar de portas.
Portas que deixam sair os fantasmas magoados que vivem dentro das janelas com cortinas bordadas à mão.
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Fotos Ana Oliveira

sábado, 16 de outubro de 2010

MIU

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 "Miu sorriu. Um sorriso nostálgico, interior, como se tivesse encontrado um objecto de estimação antigo no fundo de uma gaveta. Franziu os olhos de uma maneira absolutamente adorável."
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Haruki Murakami - "Sputnik, meu amor"
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Tela de Ana Oliveira
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O TEMPO...

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Perdido é como água que de fio se fez gota.
Dado é como fogo que de chama se fez fogueira.
O tempo é uma dádiva exigente.

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Impertinência Ana Oliveira

domingo, 3 de outubro de 2010

MORNING GLORY


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Na glória da manhã a chuva escreve poemas de água para matar a sede aos olhos.
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Saio  por aí e nem a chuva nem o vento
me negam 
sabem que lhes pertenço
como a gota de água é nuvem e oceano
como a palavra é grito e conto
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saio e volto
trago o ar que se senta comigo
a dançar papeis velhos
trago o rio que se deita a meu lado
na franja do dia
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desfaço os nós que me enfeitam o peito
e faço laços azuis
da fome que trago nas mãos.
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Foto Ana Oliveira
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

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Disseram que este peso que carrego era a salvação de um ventre cheio, desejado e redentor.
Cercaram-me de fitas e laços, alimentaram-me a leite e mel, quiseram-me conformada e medida.
Por este nome me truncaram, Por este ser me limitaram. Por este estar me confundiram.
Agora olham-me e não me vêm, na estranheza de não encontrarem o que destinaram ao nome que me deram.
Sou eu, sim.
A que estava sem estar. A que voltava sem ter partido. A que sonhava imperturbável num sorriso de pedra.
Sou eu.
Não molhei as mãos no mar, não colhi rosas em jardins distantes, não fui ave em céu de prata.
Mas foram minhas todas as fontes que encontrei.
Tenho no colo as pétalas de mil flores que desfolhei.
E das penas fiz asas de pomba...e não voei.
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Foto Ana Oliveira

terça-feira, 21 de setembro de 2010

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Procura-se 
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directa ou reflectida
esbatida ou gritante
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a cor
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de fogo aceso ou brasa mansa
laranja amarga  
figo maduro
campo de trigo
verde uva ou erva seca
e todo o azul que haja no mar

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Faz-me falta para pintar os dias e sossegar as noites.
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Foto Ana Oliveira
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domingo, 19 de setembro de 2010

NÃO ME DIGAM...

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Que as nuvens de Outono não são chuva que a terra espera
que as marés vivas não são o mar a renovar o pacto com a areia
que o vento não é a canção do ar a embalar os pássaros azuis
que as palavras não são a chama que estreita os laços
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Não me digam...
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Que o canto das baleias não é mais belo porque são amadas
que as florestas não são mais verdes porque são protegidas
que as crianças não são mais felizes porque são poupadas
que as palavras não são mais valiosas porque são denuncia
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Não me digam...
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Que a cegueira do que não vimos nos impede de ver que já não somos cegos.
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Foto e impertinência de Ana Oliveira

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sábado, 11 de setembro de 2010

DÁDIVAS

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 Há um claro aviso no vento que refresca, nas primeiras gotas de chuva, no céu menos azul, na noite sem lua em que reina Vénus brilhante e solitário.
Anuncia-se o fim do Verão e o Equinócio de Outono. Gaia deu os seus frutos, colhidos e guardados. 
A Grande Mãe alimentou os seus filhos e guarda ciosamente as sementes de novas colheitas.
As nozes e a cidra exaltam o paladar, a mirra arde sobre o lápis-lázuli  enchendo o ar dos tons dourados da bênção.
Sob as pontes correm, rumorosas as águas cheias. No ar os pássaros preparam-se para partir.
É tempo de guardar e agradecer, a beleza da primavera, a abundância do verão, o repouso do inverno.
É hora de ser grata pela sementeira mesmo que a colheita  tenha sido menos que o desejado mas ainda assim mais do que o necessário.
Grata
Pelas  lágrimas de chuva no rosto.
Pelos sorrisos do sol no coração.
Pelos caminhos tortuosos da alma.
Pelas águas calmas depois da tempestade.
Grata pela vida que a Vida contém.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

FIM DE FESTA

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Fogo de artifício a encerrar as Festas em honra do Senhor Jesus dos Navegantes em Paço de Arcos.
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Uma rectrospectiva desta tradição no Blog "Os Bardinos". 
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Fotos Ana Oliveira.
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A

sábado, 4 de setembro de 2010

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"Quando o coração sofre pelo que foi perdido, o espírito alegra-se pelo que ficou."
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Epigrama Sufi


Fotomontagem Ana Oliveira
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

UMA ESPÉCIE DE... PROVÉRBIO


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"Se as orações dos cães chegassem ao céu, choviam ossos."
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Fotos Google.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

7º SALÃO DA VILA

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Aspectos da inauguração do 7º Salão da Vila, da Associação dos Artistas Plásticos de Paço de Arcos, no Salão Nobre do Clube Desportivo de Paço de Arcos, no passado sábado, com a presença do Senhor Presidente da Junta de Freguesia e de alguns membros do executivo.
A foto que deveria mostrar a presença dos representantes maiores da Junta de Freguesia ficou "tão bem" que resolvi não publicar...o sol que entrava pelas amplas janelas da sala transformou todas as cabeças em sóis radiosos... donde se conclui que a fotografa é muito limitada e não contou com esse pormenor!
Dado que os quadros são muito difíceis de fotografar, neste tipo de expositores e de iluminação, fica o "ar" geral e alguns pormenores da sala que merece por si só uma visita.
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Para ver até ao próximo dia 5 de Setembro.
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domingo, 22 de agosto de 2010

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Nas catedrais de carne que se arquitectam em mim crescem raízes de gelo no fogo das pedras.
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Fotomontagem Ana Oliveira
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

7º SALÃO DA VILA

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A Associação dos Artistas Plásticos de Paço de Arcos inaugura no próximo dia 28 de Agosto, pelas 17.00 horas, no Salão Nobre do Clube Desportivo de Paço de Arcos, junto ao Jardim de Paço de Arcos, o "7º Salão da Vila", inserido nas Festas do Senhor Jesus dos Navegantes.
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A exposição estará patente ao público até ao dia 5 de Setembro de 2010, das 20.00 às 23.00 horas e aos fins de semana das 16.00 às 18.00 horas.
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Fica o convite para a inauguração.
Esperamos a Vossa visita.
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Arte gráfica de Vitor Martinez.
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domingo, 15 de agosto de 2010

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Travessa com desenho adaptado do Mestre Peter Faust, executada por Lourdes Gueifão.
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A minucia e perfeição deste trabalho reflecte a excelência de todas as peças que saem das mãos da Lourdes.
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Fotos Ana Oliveira
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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A solidão é um oásis no deserto dos afectos

tâmaras, água fresca, chão de sombra...

E à noite por tecto um ábaco de estrelas

conta desejos, divide enganos, soma sonhos...
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Foto Google

sábado, 7 de agosto de 2010

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Chagas Ramos - Artificio sobre o Tejo
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É sobre o rio que me vejo inteira e nua
debruçada sobre as pedras a lavar lençóis de mágoa
memórias desbotadas de gritos sem sentido
restos de sonhos que o tempo amarrotou.
É do rio que me vem com as marés
o cheiro a mar aberto a vento e chuva fria
que um dia me revolveu e encharcou
as asas com que já não sei voar como sabia.
É no rio que desaguo a raiva de ter sido
a ponte entre margens que não quis perder
perdulária do tempo da certeza 
e me encontro de novo e nova em mim.  
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Sereníssima a tarde caía como um véu de paz a cobrir a cidade
o canto preguiçoso dos pássaros chamava a noite
e a brisa era um afago na última claridade do dia.
Tão pouco e tanto, na marcha das horas imparáveis,
o contentamento breve, intenso e iluminado 
de um momento com sabor a eternidade.
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Foto Ana Oliveira
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terça-feira, 3 de agosto de 2010

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O medo é uma brasa a arder no coração das flores
mata de sede como as searas que a chuva abandona
e o chão abre-o em fendas para que o pranto
lhe regue a colheita de mágoas.
O medo é um cardo
teve o cheiro do nardo e a sombra do trigo
antes de ser semente enlouquecida
na agonia de germinar e ganhar raíz em terra de ninguém.
O medo tem dedos como ferros
apertados na garganta sem palavras.
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Foto Ana Oliveira
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terça-feira, 27 de julho de 2010

A NOVA COZINHA...

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...OU COMO ENLOUQUECER EM TRÊS MESES...
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Tome-se uma qualquer receita de arroz, também pode ser massa ou feijão, e faça-se com "qualquer coisa" que não seja nem carne nem peixe, do seguinte modo (seguir as instruções à risca!):
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- refoga-se a cebola com azeite, junta-se sal q.b. (se se souber o que isso é), massa de tomate (só um "cheiro"), salsa ou coentros e a tal "qualquer coisa"
- acrescenta-se bastante água (bastante !) e deixa-se levantar fervura
- junta-se o arroz, massa ou feijão e deixa-se cozer até espapaçar (isso...desfeito mesmo).
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Depois de pronto serve-se em prato fundo (porque deve estar muito liquido), deixa-se arrefecer para que não cheire a recém cozinhado e coloca-se num tabuleiro arranjado a preceito.
Ao sair da cozinha fecha-se rápidamente a porta para que nenhum odor se escape.
Entrega-se o tabuleiro, esperam-se de dez a quinze minutos pelo gesto, relutante mas corajoso, da primeira (e única) garfada (leia-se colherada) e fica-se a saber que tem sal a menos (ou a mais...depende), a tal "qualquer coisa" está mal cozida (mesmo que nem se encontre de tão desfeita)!), que o azeite está cru e que precisamos de aprender urgentemente a cozinhar (até porque já temos idade para isso...mesmo que para outras coisas não).

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Volta-se à cozinha, desafivela-se o sorriso, solta-se o sopro contido, coa-se o cozinhado, esmagando bem com a colher de pau, serve-se numa tigela (está ainda mais liquido) e leva-se o tabuleiro compondo um novo sorriso.
Espera-se mais uma vez, enquanto se faz conversa com tudo o que vem à cabeça, para  disfarçar a espera e a ansiedade (é melhor que olhar fixamente para a parede e bater o pé de impaciência.
Nova colherada e, definitivamente não temos queda para a culinária...
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Resta-nos como último recurso o batido de fruta (uma qualidade, nunca frutas misturadas), batida com açucar, caso consigamos perceber se está suficientemente madura. Coa-se também, mas desta vez no passador do chá (tem a malha de rede mais fina) e serve-se em copo, leve e não muito grande (achas que bebo isto tudo?) e espera-se que o calor da tarde não azede o sumo...
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...não, não é um bébé...mas parece! 
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Fotos Google
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

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Quem me cantará o rumor do sol

na pele quente tocada pelo vento

e o olhar deslumbrado de verde e oiro

na armadilha de um corpo que não voa?  

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Impertinência de Ana Oliveira

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

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Agradecendo este prémio a "Pedrasnuas" do blog "Os meus ensaios", e porque apenas sei que devo passá-lo a dez blogs, deixo a minha escolha que o limite imposto tornou difícil:
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O Cheiro da Ilha
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Multiolhares
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Marés de Espanto
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Menina Marota
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Olhares em tons de maresia
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Visão das coisas
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África em Poesia
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Art & Design de Isabel Filipe
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Seara de versos
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Sombras de mim
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segunda-feira, 19 de julho de 2010






Cristal de gelo poisado no olhar do girasol.









Impertinências de Ana Oliveira