domingo, 6 de março de 2011

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Na água onde bebem os pássaros é que abro o voo, deito o murmúrio das asas mortas da noite

  e rasgo a negro e azul o traço breve de um nome que trago há tanto em mim e não conheço.

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Foto - Lavendar Water - Fractal Art de Vicky Brago-Mitchell

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6 comentários:

Leonardo B. disse...

[puro deleite a palavra que abre voo raso entre as águas]

um abraço,

Leonardo B.

pin gente disse...

os meus olhos focam o centro o abismo,
espiral de memórias suspensas pelo percurso azul da queda.
alongo-me na brevidade do tempo como se uma força contrária me impelisse para o verde exterior à morte.
não há silêncio que voo tão rápido entre as folgas dos membros, no pavilhão auditivo, nas mãos e nos olhos. trata-se de um silêncio sensorial que toca, saboreia, cheira, observa... apenas não se ouve.

um beijo, ana

Ana Oliveira disse...

Obrigada Leonardo.

Um beijo

Ana Oliveira disse...

Pin gente

É assim o silêncio dos sentidos, calados para melhor sentir, como quem cerra os olhos para rever e no mergulho do mar ouve as palavras que o vento roubou. Tacteantes, as memórias...

Um beijo L.

Gisela Rosa disse...

Que maravilha Ana, estou encantada com o seu espaço. É lindo. E as palavras, sublimes...e que direi da música?


Um beijo Ana cheio da luz que aqui colho.

© Piedade Araújo Sol disse...

na agua escrevi um nome
que conheço
e
não sei quem é....

lindo o que escreveste Ana com uma foto tao azul como as palavras.


beij