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terça-feira, 13 de julho de 2010

ASAS






"Uma voz não pode transportar a língua e os lábios que lhe deram asas.

Deve elevar-se sozinha no éter."




Khalil Gibran em "O Profeta"
Foto Google

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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"Por isso é necessário e urgente que Deus saiba como é realmente o homem. Demo-nos por felizes por haver pessoas que Lho digam..."

... "E afinal quem Lho diz?"

"Simplesmente as crianças e também, de vez em quando, pessoas que pintam, escrevem poemas, constroem..."
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Rainer Maria Rilke, in "Histórias do Bom Deus"

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Foto Anke Merzbach, tela Ana Oliveira e Costa.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

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Não é verdade que o destino entre cego na nossa vida, não. O destino entra pela porta que nós mesmo abrimos, convidando-o a passar. Não há nenhum ser humano que seja bastante forte e inteligente para desviar com palavras ou com acções o destino fatal que advém, segundo leis irrevogáveis, da sua natureza, do seu carácter.

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Sándor Márai, in 'As Velas Ardem Até ao Fim'
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Impertinência - Ana Oliveira e Costa

segunda-feira, 20 de julho de 2009

REENCONTRO


Há trinta e cinco anos atrás...ou:
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Era uma vez um livro, que recebi de presente de aniversário.
Li-o de um fôlego. Reli-o para saborear. Pouco depois perdeu-se na voracidade da mudança.
Podia falar de como me encantou a escrita, da descoberta de pequenos pormenores de uma cultura de que pouco conhecia, da surpresa de uma forma de olhar a natureza que me era estranha. Mas uma imagem permaneceu intacta, uma história continuou a ser a história que não esqueci - Um artista, pintor, criador de desenhos para Quimonos e Obis (cinto largo que fecha o quimono) retira-se para um mosteiro, procurando inspiração para os seus desenhos e coloridos, no recolhimento. Um pequeno apontamento que espelhava dois sentimentos que sempre me acompanharam, o de poder resumir-me às cores e ao silêncio.
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Recentemente, de passeio por Paço de Arcos, num domingo ao fim da tarde, olhando distraidamente uma montra com livros antigos, reencontrei-o. Quase escondido, quase a passar despercebido. Voltei para buscá-lo. Peguei-lhe com a sensação de que tinha recuado no tempo. A mesma edição...a mesma capa. Abri-o como se fosse encontrar a dedicatória escrita na primeira página. Voltei a ter vinte anos, ao tempo em que todas as palavras me sabiam a novas, em que as aspirações eram sombras ainda sem nome e um livro era o mundo nas mãos.
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E assim, antes e depois de "Chá e Amor", "A Dançarina de Izu" e de "Terra de Neve", "Kioto" de Yasunari Kawabata!
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Kioto de Yasunari Kawabata. Tradução de Virgílio Martinho. Capa de Lima de Freitas. Publicações Dom Quixote, Maio de 1969.
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Foto Google. Pintura de Ogata Gekko (1868-1912).