segunda-feira, 25 de abril de 2011




Sossegadamente segura e neutra
cinza de penumbra a lembrar a luz
assim os dias em que a alma se quer nua
e o coração já não aspira nem demite
nenhum sonho ou desejo
em livro de horas desusado
é a memória que se segue linha a linha
na ponta do dedo que a cegueira ordena
e a vontade sem vontade aceita
clara e lúcida assunção da vida
a olhar a cor por fora do vazio
mão que cerrada a cortina
repousa ainda tensa e pronta
sobre as páginas em branco do resgate.

Foto de Vernon Trent


7 comentários:

Anónimo disse...

!
!
!
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(*)

(alice)

Mar Arável disse...

Só com belas memórias

se podem almejar

promissores amanhãs

Graça Pires disse...

Sempre um sonho nos arrasta. Não podemos deixá-lo para trás...
Um beijo.

Julliany kotona disse...

Gostei do blog,estou a te seguir e eu sempre estarei aqui a te lêr e comentar bjos de bom dia!

Pedrasnuas disse...

É a memória que guarda tudo!!! E sabe o que se esconde por detrás da cortina...

Beijo

Me Hate disse...

A seu tempo todos somos resgatados... Há que respirar!!!!! ;)

Virgínia do Carmo disse...

Um memória sublimada nas palavras, que dói, que arde, mas que é pertença.

Beijinho, Ana, e a minha sincera admiração.