terça-feira, 3 de agosto de 2010

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O medo é uma brasa a arder no coração das flores
mata de sede como as searas que a chuva abandona
e o chão abre-o em fendas para que o pranto
lhe regue a colheita de mágoas.
O medo é um cardo
teve o cheiro do nardo e a sombra do trigo
antes de ser semente enlouquecida
na agonia de germinar e ganhar raíz em terra de ninguém.
O medo tem dedos como ferros
apertados na garganta sem palavras.
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Foto Ana Oliveira
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9 comentários:

Maria Clarinda disse...

Amiga...maravilha de foto e palavras. Há algum tempo que não vinha aos blogs...hoje passei uma parte da tarde no teu espaço e saio também eu super feliz...obrigada! Jhs

Chris disse...

Belíssimas as tuas palavras e uma foto (mandala)... que adorei.
Um beijo
Chris

Ana Oliveira disse...

Maria Clarinda

Obrigada

Bom saber que este "lugar" faz feliz alguém...para além de mim.

Um beijo e...até breve...espero!

Ana Oliveira disse...

Chris

As palavras nascem sabe-se lá de onde...
a foto é mais uma brincadeira sobre duas fotos que tirei...ainda bem que gostas oH "expert"

Beijinhos

Ana Oliveira disse...

Chris

Peço desculpa do tom de brincadeira da minha resposta...julgava, na minha pressa que falava com outra amiga Cris que é muito boa fotógrafa.

Um beijo

Beatrice disse...

levei este poema por empréstimo.
espero que não se importe.
obrigada!

Ana Oliveira disse...

Beatrice

Claro que não me importo!

É uma honra para mim...

Um beijo

alice disse...

e, no entanto, sem o medo, que seria desta arte de escrever?

um beijo, menina ana*

Ana Oliveira disse...

Alice

Creio que o "medo" pode ser a mola de muitas e boas manifestações de arte...principalmente a da escrita que permite, a medo, descrever os "medos" que nos habitam

Um beijo